
Self-Storage: O investimento silencioso que bate a rentabilidade residencial
Enquanto todos olham para apartamentos e salas comerciais, um setor cresce dois dígitos ao ano no Brasil: o Self-Storage (Autoarmazenamento).
A lógica é demográfica: os apartamentos nas capitais estão encolhendo (studios de 20m² não têm armários), e as pessoas acumulam cada vez mais coisas. A solução é alugar um "quarto extra" fora de casa.
Por que é um investimento inteligente?
1. Baixo CAPEX e OPEX: Construir um galpão de self-storage é barato (paredes de metal, piso de concreto). A manutenção é mínima: não tem acabamento fino, não tem encanamento em cada unidade, não tem luxo.
2. Inadimplência Resolvida: A legislação de self-storage é diferente da Lei do Inquilinato. Se o cliente não paga, o processo de retomada do box e leilão dos bens é muito mais ágil do que despejar uma família de um apartamento.
3. Rentabilidade por m²: Ao dividir um galpão em centenas de boxes de 2m² a 5m², o valor somado dos aluguéis supera largamente a locação do galpão inteiro para uma única empresa logística.
Os "4 Ds" da Demanda
O setor é impulsionado pelos 4 Ds:
* Density (Densidade): Apartamentos pequenos.
* Dislocation (Mudança): Pessoas se mudando de cidade.
* Divorce (Divórcio): Um dos cônjuges precisa guardar móveis temporariamente.
* Death (Morte): Herdeiros guardam pertences enquanto decidem o que fazer.
É um ativo resiliente, anticíclico e com gestão simplificada.


